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22 jul 2021

Gestão nas Estações de tratamento de águas e efluentes

O Grupo EP, com 45 anos de experiência na área de tratamento de água e efluentes, mostra os métodos e desafios de uma gestão de sistemas de tratamento.

A água é o elemento essencial para a vida de todos os seres vivos, é a fonte da vida.

Os seres humanos dependem da água para a sua subsistência, como fonte de consumo direto, no cultivo de alimentos, na criação de animais, nas industrias, na manutenção do ciclo hidrológico que afeta a temperatura e o clima na Terra.

Requerimentos para uma Gestão de sucesso

O planeta é constituído de aproximadamente 70% de água. Dessa quantidade, o maior volume é de água salgada e somente 2,5% é de água doce, onde desses 2,5%, quase 98% são fontes subterrâneas, restando apenas uma pequena porção como águas superficiais, disponíveis para o uso e consumo.

O Brasil possui o maior reservatório de água doce da Terra, sendo 12% do total. Porém, a água não está distribuída de forma uniforme no território brasileiro. As maiores concentrações de água superficial estão nas bacias do rio Amazonas, do São Francisco e do Paraná, ou seja, longe dos grandes centros urbanos e econômicos.

Devido ao aumento demográfico acentuado, ao crescimento econômico e industrial, combinados com políticas ambientais falhas e ineficazes, tem-se como consequência, a escassez dos recursos hídricos, prejudicando a qualidade bem como a quantidade disponível.

Em contrapartida, e como questão de sobrevivência humana, ao longo das décadas, o homem vem implementando diversas ações para reduzir o impacto negativo e tentar garantir que esse recurso não se torne definitivamente escasso.

Ao longo das décadas, foram criadas políticas ambientais visando a sustentabilidade e o uso racional desse recurso hídrico, sendo as estações de tratamento de águas fundamentais para garantir o atendimento às políticas sustentáveis, bem como tentar suprir o volume suficiente para atender as mais variadas demandas, além da própria sobrevivência humana.

Além do uso de modernas e inovadoras tecnologias nos processos das estações de tratamento visando obter água com padrões de qualidade que atendam ao consumo humano, aos processos industriais ou aos padrões de lançamento, é necessário e fundamental que a gestão desses sistemas seja realizada com eficiência.

Para fazer a gestão dos sistemas de tratamento de águas é fundamental e necessário a implementação de indicadores que possam ser medidos e analisados com periodicidade.

Esses indicadores serão a base do sucesso de toda a gestão da unidade de tratamento. Através deles, é possível traçar metas, objetivos, planos de ações para que sejam atingidos os objetivos e os benefícios, como:

  • Otimização de processos;
  • Redução de perdas;
  • Aumento da eficiência operacional;
  • Redução de custos;
  • Aumento da liquidez;
  • Minimização do impacto ambiental.

As avaliações bem como os cálculos devem ser empregados de forma contínua e periódica, gerando um ciclo de melhoria contínua. 

Podemos fazer uma relação direta com o ciclo de melhoria contínua aplicado aos sistemas da qualidade, o ciclo PDCA.

Ciclo PDCA, exemplificando as etapas para serem utilizadas em uma gestão de tratamento.
Ciclo PDCA (Fonte: Scoreplan, (https://scoreplan.com.br/blog/2018/10/22/ciclo-pdca-do-conceito-a-aplicacao/)

Nas estações de tratamento de água, esgoto, efluente e reuso que são operadas e gerenciadas pelo GRUPO EP, a gestão é realizada com base nas informações coletadas através de indicadores, onde, no decorrer dos meses, esses dados são tratados e analisados de forma crítica, onde são traçadas novas metas, novos objetivos, bem como plano de ação e projetos estratégicos, visando sempre a melhoria continua e o atendimento à legislação vigente bem como às necessidades dos clientes.

Referente aos indicadores utilizados na gestão, utilizamos o Scorecard, que consiste em definir metas e objetivos, medir os resultados, tendo como base indicadores específicos para cada unidade de negócio.

O scorecard é composto por:

  • Metas;
  • Objetivos;
  • Indicadores;
  • Plano de Ação;
  • Projetos estratégicos.

A periodicidade de acompanhamento e medição dos indicadores é realizado com uma frequência pré-estabelecida, podendo ser diária, semanal, quinzenal e mensal.

Auditoria Escalonada

É uma matriz previamente definida, levando em consideração os pontos críticos, os quais passarão por uma auditoria para a verificação da conformidade de um processo, documentação, instalações, condições de segurança e sustentabilidade.

Tem por objetivo a melhoria continua através de ajustes em processos e procedimentos, adequações de instalações, atendimento às questões legais e ambientais e às normas de segurança.

As auditorias são realizadas na periodicidade mensal, trimestral e semestral, por cargos específicos dentro do setor de operações da empresa (supervisor, responsável de obras, gerente de operações). 

Avaliação de desempenho da gestão de sistemas

É um método que consiste em medir o desempenho de forma individual. 

Através de um formulário previamente definido, é nesse momento formal que é verificada a performance de cada um, com base nos objetivos definidos para o período de avaliação. 

O funcionário também é avaliado quanto aos valores da empresa, os seus objetivos pessoais e profissionais. É onde ocorre um feedback de forma clara e objetiva de ambas as partes.

Os resultados obtidos na avaliação de desempenho servem de base para tomada de decisões estratégicas e mais assertivas. Servem também para mapear os talentos da empresa e localizar os desvios de performance, sempre buscando a melhoria contínua e o crescimento profissional e pessoal.

Custo do m³ tratado e índice de m³ tratado

A saúde financeira é a chave do sucesso no mundo corporativo.

Por isso é importante medir e conhecer os custos diretos e indiretos envolvidos em uma estação de tratamento de águas.

Temos como custos indiretos:

  • Materiais de apoio administrativo;
  • Benefícios;
  • EPIs e EPCs;
  • Consumíveis de manutenção;
  • Consumíveis de laboratório;
  • Dentre outros não especificados.

Como custos diretos, podemos ter:

  • Produtos químicos;
  • Elementos filtrantes: filtros bag, filtro de cartucho;
  • Membranas de osmose, micro-filtração, ultra-filtração, MBR;

Referente aos custos diretos, o gerenciamento das despesas é realizado através de uma planilha contendo todas as informações que compõe o referido custo, com base em quantidades e valores atualizados mensalmente.

O custo real do m³ tratado é comparado com o custo esperado, o qual foi determinado anteriormente, em alguma etapa do projeto, ou mesmo no contrato de prestação de serviço, sendo específico para cada unidade de negócio.

Com as informações do custo real e do custo esperado do m³, pode-se calcular o índice do custo de m³ tratado, conforme a fórmula abaixo:

Índice = custo real / custo esperado

O índice é utilizado na análise crítica do projeto, e é através dele que são traçados os planos de ação, os projetos estratégicos, visando a saúde financeira, onde:

Índice <1Dentro do esperado
Índice entre 0,85 e 1Atenção
Índice >1Requer plano de ação

Abaixo um exemplo da aplicação da análise financeira do custo do m³:

Planilha de custo e índice do metro cúbico tratado de acordo com uma gestçao de exemplo.
Fig.2 – Custo e índice do m³ tratado.

O Grupo EP, ao longo de seus 45 anos de experiência, com inúmeros contratos de operação, manutenção e monitoramento, está sempre em busca de novos desafios e novas metodologias para fazer o melhor gerenciamento possível nas unidades em que atua. 

Com metodologias atuais e eficazes, proporciona aos seus clientes a garantia de resultados competitivos visando o melhor custo-benefício, estando sempre na busca dos melhores resultados e na constante e incansável melhoria continua.

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Odair José Krause – Responsável de Obras

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